A árvore mais sozinha do mundo- Mariana Carrara- editora todavia
Mariana é defensora pública, escritora, nasceu em 1986, em SP.
Obras- Se deus me chamar, não vou- indicado ao Jabuti 2020, já lido e resenhado.
É sempre a hora de nossa morte, amém- indicado ao jabuti e São Paulo de literatura em 2022- ainda não li
Não fossem as sílabas dos sábados, ganhador do prêmio São Paulo de literatura (2023) ótimo!!! Meu preferido! Com resenha
A árvore mais sozinha do mundo- ganhadora do prêmio São Paulo de literatura em 2025.Segue resenha-
A árvore mais sozinha do mundo é um livro que nos atravessa. O título a escrita doce e poética da autora vai nos levando através de narradores inusitados como uma árvore, um espelho, uma caminhonete rural e um traje de proteção para aplicação de veneno nas plantações as dores e lutas mais profundas de uma família de cultiva para sobrevivência a folha do fumo.
Essa cultura afeta de modo muito intenso a saúde dos trabalhadores, tanto pelo contato e manuseio das folhas que pode trazer a “doença da folha verde” que dá enjoo por absorção da nicotina pela pele, mais a exposição de substâncias tóxicas, acrescido de problemas de coluna pelo esforço físico e posição de baixamento para a colheita.
É uma obra melancólica, com ritmo lento, que traz a saga dessa família e de outras da região, que além de uma produção insalubre, essas famílias ficam a mercê da empresa que compra a produção pelo preço que deseja e tem uma conta corrente onde os insumos crescem a dívida da família e a colheita nunca os tira do vermelho, causando além de doenças que são ignoradas, depressão e desistência da vida. Outro lado do nosso país, que não conhecemos, muitas vezes , mas que precisa de mudança e denúncia. A literatura mais uma vez fazendo seu papel de abordar assuntos importantes.
Confesso que não estava preparada para o que entrega a obra. Foi uma leitura lenta. A exploração da indústria do tabaco, o endividamento das famílias traz um cenário obscuro que os narradores do ambiente, absorvem a dor que reflete em nós mesmo depois da última linha lida.
Daisy Gouveia
2 de fevereiro de 2026
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