Segundo romance da autora,publicado depois de Tudo é rio, mergulha , como é do perfil da autora nas profundezas das relações humanas.
A narrativa nos convida a conhecer a amizade de duas mulheres que se encontram de forma inesperada.
Olívia uma jornalista e Biá, uma psicoterapeuta aposentada, cuja memória está desaparecendo, vão contando nos encontros que acontecem sem agendamento, num sebo , suas dores , mostrando o amor ambíguo que pode ser dor ou alegria numa mesma experiência.
A escrita de Carla é sempre repleta de metáforas, frases fortes que dão corpo a sentimentos bem explorados no texto.
A natureza da mordida nos envolve no caminho que machuca e afaga, num movimento de morde e assopra.
A mordida se personifica na marca que imprimos no outro e que somos impressos pelo outro.
O livro aborda a busca da identidade que vai se esgotando, finitude, perdas, luto de vivos e mortos, relações humanas controversas.
Se não leu, está perdendo tempo, se não conhece a autora corra para ler todas as suas obras!
Daisy Gouveia
23 de agosto de 2025
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