8 de março, Dia Internacional da Mulher, o direito de assinar a própria história.
Celebramos conquistas de espaços.
Conquista de espaço na política (voto), nas ruas (dirigir automóvel) espaço na cultura (literatura).
A história da mulher foi feita por ocupações de espaços que por séculos foram negados.
O movimento sufragista foi a primeira conquista feminista. A luta não era apenas para colocar o papel na urna, mas sim visava reconhecimento como cidadãs com direitos políticos.
O primeiro país a reconhecer o voto feminino foi a Nova Zelândia em 1893, seguidos por Finlândia 1906, Reino Unido 1928, EUA 1920. Na América Latina o primeiro foi Equador 1929 e aqui no brasil foi em 1932, no governo de Getúlio Vargas.
Para dirigir, não existia exatamente uma proibição, as mulheres precisavam de uma autorização masculina, do pai ou marido. As convenções sociais que eram as barreiras reais. A primeira brasileira a obter a CNH foi maria José Pereira de Castro, em 1932. Bertha Benz, mulher de Karl Benz, inventor do motor realizou uma viagem de longa distância em 1888.
Na literatura a resistência era enorme por parte de editores e público, e as autoras sabiam que se publicassem suas obras assinando seus nomes reais seriam recebidas como uma literatura menor.
Escrevendo sob pseudônimo, as escritoras eram julgadas pelo mérito da obra e não pelo fato de ser mulher.
O preconceito por mulheres na literatura ainda foi enfrentado por JK Rolling para a publicação de seu primeiro volume O Cálice do fogo, foi rejeitado por 12 editoras e teve seu nome ocultado por siglas, para não revelar gênero.
No início do século os pseudônimos masculinos eram usados como condição de seguirem adiante. As irmãs Bronté Charlotte (Currer Bell), Emily (Ellis Bell),. Anne (Acton Bell), e muitas outras....
Hoje a literatura contemporânea escrita por mulheres domina as listas de mais vendidos com narrativas viscerais,
Voto, volante e versos, 3 conquistas que mudaram tudo!
Daisy Gouveia
27 de fevereiro de 2026
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